Built to suit e operações logísticas

Built to suit é a operação em que um imóvel é construído sob medida para um locatário definido, que assume contrato de longo prazo. O proprietário do terreno troca um ativo parado por renda contratada por anos. É o modelo que sustenta boa parte dos galpões logísticos ocupados por grandes operadores no Brasil.

Terreno grande não é patrimônio. É custo com IPTU e expectativa.
Ele só vira patrimônio quando alguém quer ocupá-lo por dez anos.
A pergunta certa não é quanto o terreno vale hoje. É quem precisa dele, para quê, e quanto essa pessoa pagaria por ano.

Built to suit, locação comum ou venda?

A diferença em uma tabela

Venda do terreno
Locação comum
Built to suit
O que você recebe
Venda do terreno Valor à vista, uma única vez
Locação comum Aluguel de mercado
Built to suit Aluguel que remunera terreno mais construção, por prazo longo
Prazo típico
Venda do terreno Não se aplica
Locação comum Curto a médio
Built to suit Longo, normalmente de dez a vinte anos
Quem investe na obra
Venda do terreno Ninguém
Locação comum Depende
Built to suit Estruturado no contrato, com a obra sob medida para o locatário
Perfil do locatário
Venda do terreno Não se aplica
Locação comum Variável
Built to suit Empresa de porte, com contrato robusto
Você mantém o ativo
Venda do terreno Não
Locação comum Sim
Built to suit Sim, e valorizado pela construção e pelo contrato
Rescisão antecipada
Venda do terreno Não se aplica
Locação comum Regra geral da lei de locação
Built to suit Tratada em cláusula específica, é o ponto mais sensível do contrato

Seu terreno tem vocação logística?

Cinco perguntas objetivas

Acesso

A que distância está de rodovia, marginal ou anel viário, e o caminho até lá comporta carreta?

Área

O terreno permite implantar galpão com pátio de manobra, docas e estacionamento de carretas, ou só o galpão cabe?

Zoneamento

O uso logístico ou industrial é permitido no local, e qual é o potencial construtivo?

Topografia e solo

O terreno é plano ou o custo de terraplenagem inviabiliza a conta?

Infraestrutura

Energia disponível, água, esgoto e conectividade atendem ao uso pretendido?

Análise inicial gratuita e confidencial do seu patrimônio, sem compromisso.

O que a Endo faz nessas operações

Leitura do ativo

Potencial construtivo, uso permitido, restrições ambientais e viabilidade física para operação logística.

Definição do modelo

Built to suit, sale and leaseback, locação atípica ou venda. A escolha vem da conta, não da preferência.

Aproximação com o ocupante certo

Operadores logísticos, varejo, indústria e empresas de última milha, com a apresentação do ativo na linguagem que essas equipes usam para aprovar internamente.

Contrato

É aqui que a operação se ganha ou se perde. Prazo, indenização por rescisão antecipada, reajuste, garantias, responsabilidade pela obra e devolução do imóvel.

Estrutura tributária

Em que titularidade o ativo deve ficar, e como a renda de longo prazo será tributada. Definir isso depois da assinatura custa caro.

E se o meu imóvel já está construído e ocupado pela minha própria empresa?

Esse é o caso do sale and leaseback. A empresa vende o imóvel que ocupa e permanece nele como locatária, com contrato longo. Converte um ativo imobilizado em caixa sem interromper a operação.

Faz sentido quando o capital rende mais dentro do negócio do que parado em imóvel. Não faz sentido quando o imóvel é estratégico e insubstituível, ou quando o caixa gerado não tem destino definido.

Perguntas frequentes

Costuma variar entre 10 e 20 anos, porque o locatário assume um imóvel construído sob medida para a sua operação e precisa de previsibilidade para amortizar o investimento. O prazo exato é negociado conforme o porte da obra e o perfil do ocupante.

Depende de cinco fatores: acesso a rodovia, área com espaço de manobra para carretas, zoneamento que permita uso logístico ou industrial, topografia favorável e infraestrutura disponível (energia, água, esgoto). A leitura precisa ser feita no terreno específico, não por regra geral.

O proprietário vende o imóvel operacional e o aluga de volta no mesmo ato, convertendo um ativo imobilizado em capital de giro sem interromper a operação. É uma alternativa para quem precisa de liquidez sem abrir mão do imóvel onde funciona.

Varia por modelo: pode ser o proprietário do terreno, um investidor ou fundo, ou o próprio locatário, dependendo de quem assume o risco e a amortização ao longo do contrato. A Endo estrutura o modelo mais adequado para o caso.

É cobrado por projeto, com proposta fechada antes do início, considerando a análise do ativo, a prospecção de ocupante e a estruturação contratual e tributária da operação.

São Paulo capital, ABC paulista, Alphaville, Barueri e Santana de Parnaíba, com escritório também em Porto Alegre.

Tem um terreno parado e não sabe se ele vale mais vendido ou ocupado?